Junta de Freguesia Coração Jesus

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CHAFARIZ DO ANDALUZ
Construído em 1336
Largo do Andaluz

Mandado erguer por D. Afonso IV, o Chafariz de Andaluz, também denominado Bica de Andaluz, foi muito procurado pelos moradores daquela zona durante muitos anos.
Sob as armas de D. Afonso IV podem-se observar o brasão da Cidade de Lisboa à esquerda e à direita uma lapide na qual se pode ler "NA ERA DE 1374, O CONCELHO DA CIDADE DE LISBOA MANDOU FAZER ESTA FONTE A SERVIÇO DE DEUS E DO NOSSO REI DOM AFONSO POR GIL ESTEVES TESOUREIRO DA DITA CIDADE E AFONSO SOARES, ESCRIVÃO, A DEUS GRAÇAS".
Actualmente o Chafariz já não ostenta a sua função inicial, porém o seu valor patrimonial mantem-se.

ANTIGO CONVENTO E IGREJA DE SANTA MARTA
Fundado em 1612
Rua de Santa Marta, junto ao nº 56

Em 1612 é lançada a primeira pedra na construção do Convento de Santa Marta. Este Convento vinha substituir um outro que ali tinha estado desde 1583 que, também este último teria sucedido a um recolhimento para raparigas pobres, fundado por D. Sebastião no ano de 1571.
Actualmente este antigo convento é conhecido por ser o Hospital de Santa Marta. Apesar das muitas modificações e adaptações exigidas ao longo dos anos, ainda nos é possível encontrar, na zona central do conjunto de edifícios que hoje fazem parte do Hospital, vestígios do Antigo Convento de Santa Marta como o Claustro e a Igreja.
Do estilo Maneirista usado o Claustro, a Casa do Capítulo e a Igreja destacam-se. Esta última tem um portal datado de 1630 e o seu interior tem dois andares. No inferior observamos as capelas laterais da nave e o superior detém as janelas iluminantes de todo o espaço e um corredor que comunica com o Palácio dos Condes de Redondo, onde terá vivido D. Catarina de Bragança, viúva de Carlos II de Inglaterra.
Este antigo convento e a sua igreja têm, no seu interior, uma grande colecção de azulejaria com datas dos séculos XVII e XVIII.
Actualmente, é classificada como Imóvel de Interesse Público a Igreja de Santa Marta.


PALÁCIO DOS CONDES DE REDONDO
Construído na 2ª metade do séc. XII
Rua de Santa Marta, 56

Construído na segunda metade do século XVII o Palácio dos Condes de Redondo é um exemplar da arquitectura senhorial seiscentista. Terá sido mandado erguer ou reedificado pelo 7º ou 8º titular daquela família e hoje, além de ser a sede da Universidade Autónoma de Lisboa, está também classificado como Imóvel de Interesse Público.
As pilastras que separam os sete módulos do edifício e o portal, considerado por muitos uma réplica do da Igreja de Santa Marta, são os elementos que quebram uma certa monotonia da longa fachada deste palácio. No seu interior encontram-se o Pátio de Honra e o poço seiscentista.
Desde a década de 80 e depois de anos de indefinição e abandono o Palácio dos Condes de Redondo é hoje sede da Universidade Autónoma de Lisboa que tem apostado na sua adaptação, recuperação e restauro valorizando este importante imóvel da Freguesia do Coração de Jesus.

Com data do século XVIII o Palácio dos Condes de Penamacor sofreu alterações nos anos de 1887, 1911 e 1928 para hoje ser o Instituto Oftalmológico Dr. Gama Pinto.
Este instituto, fundado em 1889 pela necessidade do país em dar resposta adequada ao tratamento das doenças dos olhos, tem como seu primeiro director Dr. Gama Pinto, distinto oftalmologista, médico cirurgião e professor de uma Universidade Alemã.
O Instituto de Oftalmologia de Lisboa, assim chamado até 1929, desde a sua fundação que está vocacionado para investigar, dar assistência médica e formar futuros médicos e especialistas na área.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Fundado em 1939-1940
Avenida da Liberdade, 266

Considerado Imóvel de Interesse Público e vencedor do Prémio Valmor de 1940, o Diário de Notícias foi desenhado pelo Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro. Este edifício é considerado uma obra inovadora pela diversidade dos materiais e pela sua forma. A empena cega, bem como alguns painéis no seu interior, são da autoria de Almada Negreiros.








CINEMA SÃO JORGE
Fundado em 1947-1950
Avenida da Liberdade, 175

Desenhado por Fernando Silva, o Cinema São Jorge recebeu o Prémio Municipal. É o mais emblemático cinema de Lisboa e a sua construção trouxe várias inovações tecnológicas para a data como o ar condicionado e o sistema de aspirador central. Foi também a maior sala de cinema do país com 2000 lugares.
Sofreu várias obras de conservação e adaptação às novas necessidades tendo, em 2000, a CML exercido o direito de compra do edifício.
Decorrem, nos dias de hoje, no São Jorge vários festivais de cinema, concertos, espectáculos de teatro e dança.

PALACETE E EDIFÍCIO DA JUNTA NACIONAL DO VINHO
Construído nos finais séc. XIX/1941
Rua Mouzinho da Silveira

Projectadas por Cassiano Branco, arquitecto, o edifício da Junta Nacional do Vinho foi integrado num antigo palacete dos finais do século XIX. Este edifício seguiu o tipo de arquitectura do Estado Novo

IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Construído em 1962-1970
Rua Camilo Castelo Branco, 4

Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Vítor Figueiredo e Vasco Lobo foram os responsáveis pelo projecto desta igreja que ganhou o Prémio Valmor em 1975. Foi criticada, na época, por ser de difícil identificação e pelo uso em demasia do betão. No entanto foi conseguida uma perfeita inserção urbana sem prejudicar a intimidade que um espaço religioso deve ter.
Nas escadarias de acesso, pela Rua Santa Marta, observam-se os painéis de azulejo provenientes da antiga igreja, demolida em 1950, e datados do século XVIII.









ESTATUÁRIA

MONUMENTO AO MARQUÊS DE POMBAL
Projectado em 1914
Construído em 1926-1934
Praça Marquês de Pombal

Em 1882, no 1º centenário da morte do Marquês de Pombal, pensou-se em construir um monumento em sua honra. O Projecto foi encomendado aos arquitectos Adães Bermudes, António do Couto e Francisco Santos. As obras são iniciadas em 1917, tendo ficado paradas até 1926, altura em que foi lançada, pela segunda vez, a "primeira pedra" para que a inauguração tivesse lugar a 13 de Maio de 1934.
O monumento é rico em metáforas alusivas à obra do Marquês de Pombal. Da reforma do ensino à reforma da marinha mercante e passando, claro está, pela reconstrução de Lisboa.
A Lisboa reedificada é representada por uma figura feminina que olha para a Avenida da Liberdade.
A proa da nau simboliza a renovação da Marinha Mercante.
A estátua de Minerva com o edifício de fundo representando a Universidade representa a Reforma do Ensino.
Os sectores primário e secundário também aí tomaram uma representação, sendo que a agricultura é retratada por uma junta de bois, um homem com um arado e uma mulher carregando um cesto de uvas. A pesca é evocada pelas redes e a indústria por um operário soprando o vidro.
Machado de Castro, D. Luís da Cunha, Eugénio dos Santos e Manuel da Maia aparecem representados na parte superior do fuste sobre quatro medalhões.  
Todo este conjunto é coroado pela estátua do Marquês que apoia a sua mão esquerda num leão, não para simbolizar o poder, mas, como na altura foi explicado, a força e a serenidade.

MONUMENTO A ROSA ARAÚJO
Construído em 1936
Avenida da Liberdade, frente à Rua Rosa Araújo

Breve nota biográfica sobre Rosa Araújo:
José Gregório da Rosa Araújo nasceu em Lisboa a 17 de Novembro de 1840, onde viria a falecer a 26 de Janeiro de 1893.
Comerciante, par do reino, deputado e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Entregou-se depois de 1857, terrível ano da Febre Amarela, a actividades com vista no bem comum. Entregou-se de corpo e alma a diversas associações, o que lhe valeu inúmeras homenagens.
A ele a Avenida da Liberdade que, apesar da oposição dos habitantes da cidade e das dificuldades financeiras foi persistente e enérgico o suficiente para a construir.




ESTÁTUA DE ALEXANDRE HERCULANO
Inaugurada em 1950
Av. Da Liberdade, no cruzamento com a Rua Alexandre Herculano

Breve nota biográfica sobre Alexandre Herculano:
Alexandre Herculano nasceu em Lisboa a 28 de Março de 1810 e morreu na sua quinta em Vale de Lobos, Santarém, a 13 de Setembro de 1877.
Romancista e poeta romântico, também, foi um renovador da historiografia nacional. Politicamente afirmou-se como um liberal oitocentista e para muitos um modelo.
A sua vida foi pautada por uma verticalidade e integridade reconhecidas pelos seus contemporâneos.




ESTÁTUA DE CAMILO CASTELO BRANCO
Inaugurada em 1950
Av. Duque de Loulé

Breve nota biográfica sobre Camilo Castelo Branco:
Nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1825 e suicidou-se a 1 de Junho de 1890 com um tiro de pistola, desgostoso pela cegueira que o impedia de escrever.
Uma figura incontornável na literatura portuguesa. Nas suas obras fez o retrato da vida social na região Entre Douro e Minho falando de vários estratos sociais e das várias realidades existentes. Do mundo rural à boémia, da aristocracia falida ao novos ricos vindos do Brasil.
Amor de Perdição é apenas uma das suas obras.






ESTÁTUA DE ALMEIDA GARRETT
Avenida da Liberdade
Inaugurada em 1950
Esculpida por Barata Feio

Breve nota biográfica sobre Almeida Garrett:
João Baptista da Silva Leitão de Almeida nasceu no Porto em 4 de Fevereiro de 1799 e morreu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1854.
Grande impulsionador do Teatro em Portugal depois de Gil Vicente. Escritor, dramaturgo, par do reino, ministro são alguns dos papéis que Almeida Garrett desempenhou. Tendo sido, também, responsável pela construção do Teatro Nacional D. Maria II.
Sendo Liberal esteve ao lado deste exercito quando se deram as guerras entre liberais e absolutistas tendo. Depois da derrota, ainda que temporária, dos liberais teve exilado em Inglaterra.